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quinta-feira, 23 de junho de 2011

CASA SUSTENTÁVEL

Como seria morar literalmente no meio do mato, distante da civilização algumas dezenas de quilômetros? E como fazê-lo de maneira sustentável, mas mantendo o conforto que a vida na cidade oferece? Uma resposta para as duas perguntas foi dada pelos arquitetos do escritório RoblesArq, na forma desta casa na Costa Rica, América Central.
Isolamento, aqui, não é força de expressão. A cidade mais próxima da casa fica a cerca de 30 km. E o local onde ela está preenche todos os requisitos necessários para ser chamado de tropical e selvagem: fauna e flora exuberantes, muita chuva, alta umidade do ar e altas temperaturas (condições ideais para a proliferação de insetos, fungos e afins). Basta dizer que a península de Osa, local da residência, concentra em seu território 5% de toda a biodiversidade do planeta.
Em um lugar assim, a construção não poderia ser apenas um refúgio de veraneio de algum milionário excêntrico em busca de sossego. Antes de residência, a casa foi pensada para funcionar como sede do Iseami, o Instituto de Sustentabilidade, Ecologia, Arte, Mente e Investigação, entidade voltada a promover estudos, meditação, ioga e outras atividades do gênero. Mas é também uma morada, uma vez que foi planejada para acolher de forma permanente o diretor do instituto.
Arquitetonicamente, a casa é um ousado experimento em matéria de sustentabilidade e ecologia. Sem o mais remoto acesso às redes de luz e esgoto, o jeito foi fazê-la 100% autossuficiente. A energia vem de painéis solares instalados no telhado e das águas da região, usadas também no sistema de encanamento, que as aproveita de maneira limpa. A casa, inclusive, é suspensa um metro do chão, para que interfira o mínimo possível na absorção da água pelo solo. Boa parte dos elementos estruturais é deixada à mostra, como se fosse o exoesqueleto de um inseto. Desta forma, evitou-se a criação de espaços vazios entre paredes e tetos, habituais paraísos de pragas tropicais, especialmente fungos.




Com varandas e janelas em profusão, não há nada que não possa ser feito do lado de fora da casa. A sensação de integração com a natureza amplifica-se, sem comprometer o conforto dos ocupantes, ainda que num ambiente potencialmente hostil.
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